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Negociações salariaisCrise financeira não afetou negociações salariais na região Sudoeste Apesar da crise financeira mundial do primeiro semestre, que colocou empresas em crise e desestabilizou mercados, as negociações salariais na região Sudoeste ficaram acima do esperado, protegendo o poder aquisitivo dos trabalhadores e mantendo benefícios sociais importantes. Os empregados do setor de asseio e conservação, por exemplo, estão comemorando as conquistas obtidas com a nova convenção fechada em novembro. A data base da categoria foi adiantada em um mês, portanto, já em janeiro os trabalhadores recebem o reajuste. O aumento será de 8,65%, incluindo o setor prestação de serviços. A tesoureira do Siemaco, Jussara Brito Gonçalves, salienta que o novo salário base da categoria fechou em R$ 540,00, com benefício da assiduidade de R$ 15,00 e mais vale alimentação de R$ 170,00. "Conseguimos fechar nossa meta inicial que era superar o salário mínimo regional do Paraná fixado em R$ 629,00". Ela diz que apesar da crise, a categoria não tem do que reclamar porque o aumento será de 100% sobre o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) que mede a inflação no período e foi de 4,15%. O Siemaco abrange 53 municípios da região Oeste e Sudoeste do Paraná e um total de 2 mil trabalhadores. A próxima convenção que a entidade passa a negociar é a de sistemas eletrônicos de segurança, na qual será pleiteado o mesmo reajuste conquistado no asseio e conservação. No Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, a presidente Leonete dos Santos Ventura, acredita que a convenção seja fechada nesta sexta-feira em Curitiba. Segundo ela, o processo de negociação está se estendendo por alguns meses e o sindicato foi obrigado a reduzir a proposta inicial para tentar um acordo que pode ser fechado ainda hoje. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio de Francisco Beltrão fechou acordo recentemente para o setor de comércio varejista com reajuste salarial de 7% sobre o piso. A presidente, Juceli Pacífico, observa que foi possível negociar um percentual acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que no período fechou em 5,45%, o que representa uma vitória para a categoria, já que as perspectivas não eram favoráveis em virtude da crise financeira que abateu as empresas brasileiras. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Osmar Kriger, destaca que o reajuste salarial da categoria neste ano foi de 8,5% e o vale compras que era R$ 105,00 aumentou para R$ 140,00. "São benefícios sociais imprescindíveis para a melhoria da qualidade de vida do nosso trabalhador". Além do vale compras mensal, as empresas estão obrigadas a pagar o vale natalino, também no valor de R$ 140,00, que deve ser entregue até o dia 20 de dezembro. Cândido Tomaz Sitnievski, tesoureiro do Sintracom, informa que a partir de junho do próximo ano as empresas também deverão fornecer no local de trabalho o café da manhã para os trabalhadores da construção civil. "Os trabalhadores do nosso setor acordam cedo, saem de casa muitas vezes sem tomar café da manhã, e este é comprovadamente um dos principais fatores para o alto número de acidentes de trabalho", pontua. Se, hoje, as entidades sindicais podem comemorar a organização e as conquistas em função das negociações flexibilizadas, nem sempre foi assim. No início do século 20, eram comum jornadas de 14 ou 16 horas diárias. Assim como a exploração da força de trabalho de mulheres e crianças. Os salários pagos eram extremamente baixos, havendo reduções salariais como forma de punição e castigo. Todos eram explorados sem qualquer direito ou proteção legal. A primeira greve no Brasil foi a dos tipógrafos do Rio de Janeiro, em 1858, contra as injustiças patronais e por melhores salários. Por obter melhorias significativas nos últimos anos para a categoria é que a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil foi reeleita para um mandato até 2014. O presidente reeleito Osmar Kriger recebeu 251 votos dos 331 associados aptos a votar. As próximas metas da diretoria é lutar parta obter o vale transporte gratuito e almoço. |

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